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Bolsa do NIH financia o estudo de células estaminais de pacientes com ELA

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O investigador, Jeffrey Rothstein, à direita, e Nicholas Maragakis irão disponibilizar as células geradas no seu programa a outros investigadores nacionais. Fotografia: Will Kirk/Homewoodphoto.jhu.eduO investigador, Jeffrey Rothstein, à direita, e Nicholas Maragakis irão disponibilizar as células geradas no seu programa a outros investigadores nacionais. Fotografia: Will Kirk/Homewoodphoto.jhu.eduResumo para BabelFAmily: João Pedro Silva

Por Amy Lunday et Christen Brownlee, Homewood and Johns Hopkins Medicine

22 de Fevereiro de 2010 - A subvenção de 3.7 milhões de dólares concedida pelo National Institutes of Health ao Johns Hopkins vai permitir ao neurologista e investigador Jeffrey Rothstein prosseguir com a sua pesquisa de longa data sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença responsável pela perda gradual de coordenação e progressiva degeneração do sistema nervoso. Rothstein e os seus colegas irão estudar a biologia e a química envolvidas no desenvolvimento e progressão da doença, bem como proceder ao teste de medicamentos que possam intervir no processo. 

O estudo será feito através da utilização de células estaminais, desenvolvidas em laboratório.  “Acreditamos que trabalhar com os dois tipos de células mais relevantes para a ELA, desenvolvidas directamente de pacientes portadores da doença, nos dará um grande impulso para um melhor conhecimento desta doença”.  Disse Rothstein. Professor de neurologia e neurociência e director do Robert Packard Center para ELA no John Hopkins. “Acima de tudo, servirá como um recurso científico nacional de linhagem de células humanas com ELA”. A ELA, também conhecida por doença de Lou Gehrig, é caracterizada pela perda gradual de coordenação e progressiva degeneração do sistema nervoso. A doença é fatal, com apenas 20% dos pacientes a viver mais de cinco anos depois de diagnosticados. O financiamento para o trabalho do Johns Hopkins provém de uma bolsa do National Institutes of Health, parte da lei para a recuperação e reinvestimento americano de 2009 (American Recovery and Reinvestment Act). Segundo o National Institutes of Health, as bolsas neste programa conferem aos investigadores e instituições a oportunidade de se aventurarem em novos caminhos de investigação com uma alta probabilidade de terem um impacto no crescimento e investimento na pesquisa e desenvolvimento biomédica ou comportamental. Segundo Rothstein: “Este programa vai proporcionar o primeiro tecido nacional de células reais de ELA que poderá ser usado em projectos que vão desde melhor compreender a doença à descoberta de novas terapias eficazes.” O prémio será partilhado com outros três laboratórios, um na universidade de Harvard e dois na Universidade de Columbia. O projecto criará, pelo menos, três novos postos de trabalho no Johns Hopkins, bem como vários outros nos locais de colaboração, de acordo com Jeffrey Rothstein. A equipa do Johns Hopkins irá colaborar com a companhia biofarmacêutica iPierian, de São Francisco, que se especializou em trabalhar com as novas células estaminais a serem usadas neste projecto. As células estaminais, conhecidas como células estaminais pluripotentes induzidas ou células iPS, podem encontrar-se em muitos orgãos, mas que são derivadas de células não estaminais. Os cientistas planeiam cultivar células iPS da pele de pacientes com ELA e levá-las a desenvolverem-se como neurónios motores ou astrócitos, os dois tipos de células do sistema nervoso que são afectadas pela ELA. Estudos prévios têm sido obstruídos pelo facto dos investigadores não poderem utilizar os neurónios dos pacientes nos estudos. Ao produzir células iPS, Rothstein e os seus colegas esperam abrir novos horizontes que contribuam para a pesquisa e novas descobertas.

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