Jamie Leigh HansenTradução feita para BabeFamily por: Dr. Danilo Vicente Define e revisão feita por Catarina Margarido

“Jamie: Tenho Ataxia de Friedreich (AF), uma doença neurológica hereditária recessiva.”


The Reading Cafe deseja apresentar Jamie Leigh Hansen, autora de romances paranormais.
 
“Sou fascinada por histórias dramáticas e fervorosas. Gosto demais de mesclar a magia e a fantasia de um mundo do tipo em que tudo pode acontecer com o dia-a-dia que todos enfrentamos. Isto nos proporciona uma sensação de esperança e aventura, independente daquilo por que estejamos passando, sejam problemas de saúde, econômicos ou pessoais. Interromper a rotina, por alguns instantes, para pensar positivo e enxergar a possibilidade que alguma coisa boa poderá acontecer logo, é o que faz as pessoas seguirem em frente, mesmo em tempos de grandes dificuldades.”

Site de Jamie Leigh Hansen

 

TRC: Olá Jamie! Bem-vinda ao The Reading Café. Agradecemos a você por ter aceitado nosso convite para uma entrevista. Sempre ficamos felizes em saber sobre os autores que lemos e o que estão fazendo. 
Jamie: Obrigado por me ter encontrado na Internet, Sandy. The Reading Café é espantoso. Há muita coisa aqui para ler e para ver. Vocês criaram um site fantástico! 
TRC: Obrigado. Podemos começar pela sua biografia. Pode nos contar algo sobre você? 
Jamie: Sinto-me afortunada por ter me casado com meu namorado do ensino médio e, dentro de pouco tempo vamos comemorar nosso aniversário de 18 anos juntos. Acredito no amor, no bom, no mal e no feio e espero manter o realismo de meus romances mostrando também que “casaram-se e foram felizes para sempre,” pode realmente acontecer. 
TRC: Quando você começou a escrever? Você sempre teve interesse em escrever? 
Jamie: Sempre tive fascinação por leitura e por livros. Entretanto, não comecei a escrever até chegar à adolescência. Voltando um pouco ao passado, me lembro de ter escrito algo, por conta de minhas atribuições escolares, e, posteriormente, algumas histórias, por minha própria vontade. Verifico, então, que sempre gostei de histórias dramáticas e românticas. Talvez as mais marcantes sejam a história de uma garota cujo irmão estava em coma e ela foi colocada frente a frente com o indivíduo responsável por isso, e a história de um jornalista fotógrafo que, tendo se perdido na selva, foi capturado por canibais. Minha imaginação me transportou para alguns lugares loucos. (risadas) 
TRC: Quanto sua família está envolvida no processo de escrever? 
Jamie: Meu marido e minhas filhas leem o que escrevi e me apoiam em cada passo da história. Minha filha mais nova, no entanto, senta-se e analisa cada detalhe da história e os personagens. Ela tem definitivamente a mente de um escritor e uma paixão por minhas histórias, o que me mantém incentivada, mesmo quando estou convencida que toda a história está caindo aos pedaços. 
TRC: Você está interessado na arrecadação de recursos para a pesquisa sobre Ataxia? Poderia explicar sobre Ataxia e como você se envolveu com esta causa?

Ao ler e-mails em uma de minhas listas sobre ataxia, tomei conhecimento da existência de um projeto da BabelFAmily dedicado a angariar fundos para a pesquisa com estes e outros tantos medicamentos. O Projeto Literário Internacional de Luta Contra a Ataxia de Friedreich trata-se de uma produção de um romance com a participação de escritores, tradutores e artistas de todo o mundo, que será vendido em vários idiomas e formatos. Nosso romance de ficção é intitulado The Legacy e combina assassinato, mistério e amor, com os últimos 160 anos de descobertas sobre a ataxia de Friedreich. 

Estamos todos muito animados e apaixonados por este projeto. Realmente, há tanto nele para apaixonar.  
Estamos perto de terminar o primeiro rascunho e as traduções para os idiomas mais falados pelos nossos escritores: Inglês, Espanhol, Português e Italiano. Tão logo as edições estejam concluídas, temos tradutores esperando para incluir idiomas como Alemão, Francês e muitos outros mais.
Pedimos a qualquer pessoa com interesse em apoiar este projeto e esta causa para acessar a página do projeto no Facebook e clicar em 'Gosto'.* Temos um logotipo preparado e o passaremos a todos que queiram incluí-lo como banner em seu site. Tudo grátis, somente queremos conscientizar as pessoas sobre esta causa. 
Muito obrigado Sandy por ter me oferecido esta oportunidade de falar sobre o Projeto Literário Internacional de Luta contra a Ataxia de Friedreich. (...)

 

Jamie: Tenho ataxia de Friedreich (AF), um distúrbio neurológico hereditário recessivo. Recessivo significa que permanece escondido nos genes enquanto existir uma característica dominante para aparecer.  Mas, quando é passado de mãe e pai, isto é, se uma criança recebe um gene recessivo de Friedreich de cada um deles, então ela contrai. Ninguém na minha família teve ou apresentou qualquer sinal da AF. Porém, quando em minha adolescência, comecei a ficar cada vez mais desajeitada, várias visitas ao médico e vários exames, descobriram que eu padecia de AF, da qual, em minha família, ninguém nunca havia sequer ouvido falar. 
A ataxia de Friedreich provoca uma alteração no DNA das células nervosas, impedindo a produção de frataxina, uma proteína que fraciona o ferro na mitocôndria destas células. Quanto menos frataxina meu corpo produz, mais ferro se acumula e menos trabalham meus nervos. Isso provoca falta de coordenação motora, fadiga, problemas cardíacos potencialmente fatais e uma progressiva espiral descendente de habilidades. 
Atualmente não existe cura nem tratamento para a deficiência de frataxina, embora haja vitaminas, antioxidantes e fisioterapia para tratar os sintomas. Além disso, existem aproximadamente sete fármacos nas Fases II e III de pesquisas clínicas em todo o mundo. Vários deles nos oferecem algumas esperanças na luta contra a AF.

Fonte/leia mais: The Reading Café

 

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