Alessia Mainardi
Publicado: Domingo, 27 de Março de 2011
Editado por Simona Marletti
Traduzido para BabelFAmily por: Catarina Margarido
(...) Vamos retroceder: como, quando e qual a razão de se ter tornado uma cosplayer?
Em Novembro de 2003, na Feira da Lucca Comics, vestida de Jack Sparrow. Eu tinha acabado de ser diagnosticada com Ataxia de Friedreich, nessa altura, e por ainda estar nas primeiras fases da doença, ainda não tinha precisava de canadianas nem de ninguém para me apoiar. Dava-me, porém, um caminhar não muito feminino, como se estivesse bêbada. Esse pirata, na tela do cinema, levou-me a pôr de lado a minha vergonha e insegurança devido aos meus problemas físicos, e obrigou-me a não me levar demasiado a sério. Por isso decidi vestir-me como ele, usando uma das minhas desvantagens para minha vantagem: porque na verdade, o Capitão Jack Sparrow caminhava como eu!
(...) Foi publicado um novo livro de Alessia Mainardi que não tem muito a ver com o mundo de Avelion mas sim com o mundo do cosplay. Alessia em Cosplayland é a sua autobiografia "vestida a caráter", acompanhada de muitas fotos coloridas, que você escolheu publicar (e cito agora) " para explicar a todos que qualquer pessoa pode ultrapassar os seus limites e alcançar os seus sonhos. Porque é a vontade que nos torna capazes de conseguir o impossível." As receitas da venda do livro serão doadas para a investigação sobre doenças genéticas, principalmente a Ataxia de Friedreich, através do projeto BabelFAmily. Pode-nos dizer como nasceu a ideia para o livro? Qual tem sido a reação do seu público nestes primeiros 15 dias?
A ideia de um livro autobiográfico é algo que me tem perseguido há anos visto que, conhecendo a história da minha vida, os meus amigos e conhecidos me dizem sempre "Deverias escrever um livro". Mas mesmo com a minha facilidade para escrever histórias fantásticas, a ideia de escrever sobre mim mesma não me atraía muito, provavelmente porque sempre tive receio que me encarassem como um "caso de pena" ou como aquelas pessoas que muitas vezes aparecem na televisão a chorar enquanto contam a história da sua vida, só para serem notadas. Convenci-me a escrever por duas razões. A primeira é que baseando a história nas minhas aventuras como cosplayer, escrevi algo real e comovedor que faz pensar mas que também diverte e faz sorrir. A segunda (e mais decisiva) razão foi para dar motivação especial às minhas histórias, e não "exibi-las" apenas, mas para angariar fundos para a terapia genética. Nestes primeiros 15 dias, temos tido uma resposta positiva graças ao meu "núcleo duro" de amigos, tanto do cosplay como não, que me apoiam como leitores e portanto como consumidores. Podemos com certeza fazer melhor e, como já disse muitas vezes "Podem adquirir o livro nem que seja só pelas fotografias e ilustrações incríveis da Ilaria Trombi ou para colocar debaixo da perna da mesa para a balançar" O que interessa é o gesto de apoio que a compra dá à pesquisa, e não a mim.
Muito obrigada, Alessia pela sua bondade e disponibilidade! Espero que nos vejamos na próxima feira! Entretanto, convidamo-los a dar uma olhadela pela galeria de fotos que se segue. Quem pretender obter um exemplar de Alessia em Cosplayland* pode enviar um e-mail para ryuki@ryukicosplay.com
*em italiano
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