Tradução para BabelFAmily por: Maria Celia Ramos Bellenzani
Editado por Nadia Baiardi
15 de fevereiro de 2011
Uma jovem mulher que sofre de uma doença degenerativa e que, ao encontrar o mundo do cosplay, aprende a lutar contra as adversidades e a amar a vida com seus prós e contras, conseguindo tornar-se alguém que ela nunca teria imaginado ser.
A autora
Alessia Mainardi, uma conhecida cosplayer, organizadora de eventos de cosplay e escritora da obra de ficção “Avelion”, decidiu escrever um livro revendo sua vida de cosplayer para recordar a estrada trilhada neste mundo colorido desde 2003, tanto para os que estiveram com ela durante estes anos como para os que a encontraram uma única vez. Mas, acima de tudo, ela escreve para mostrar aos leitores como qualquer um pode superar seus próprios limites e realizar seus sonhos. Conforme explicado pela a autora no livro Alessia in Cosplayland, “a vontade é o que nos permite realizar o impossível.”
A história: de Alessia a Ryuki
Alessia mora em Parma com seus avós e desde criança sonha ser arqueóloga. Como qualquer adolescente, ela vai à escola, pratica esportes e, em sue tempo livre, lê e vai ao cinema.
Mas justo quando está sonhando com o seu próprio futuro e aspirações, ela é diagnosticada com Ataxia de Friedreich, uma doença degenerativa progressiva do sistema nervoso. Ela tem 18 anos e sua primeira reação à notícia é entrar em depressão e recolher-se em seu âmago, constrangida diante dos olhares e do julgamento alheios.
Até que um dia, algo acontece: Alessia, que sempre adorou estórias em quadrinhos e desenhos animados, entra em contato com o mundo das feiras e do cosplay. Ela compra então uma máquina de costura e, com sua avó Betty, começa a criar roupas tão esplêndidas que, quando usadas como fantasia, atraem os olhares daqueles que antes, por medo, a evitavam. Como Alice no País das Maravilhas, Alessia entra no mundo do cosplay e se torna Ryuki, uma cosplayer conhecida e admirada. Em poucos anos ela se transforma em Lady Oscar, Rainha Elizabeth, Noiva-Cadáver, Jack Sparrow e muitos outros personagens, por ela interpretados com perfeição, um após o outro.
Depois de oito anos no mundo do cosplay, Alessia/Ryuki, agora com 26 anos, decide contar sua história em homenagem ao mundo que, de certa forma, a ajudou a renascer e a se encontrar, usando suas próprias experiências como um exemplo de redenção e integração para todos aqueles que se sentem ou se sentiram “diferentes”.
A apresentação
Uma apresentação prévia do livro Alessia in Cosplayland, ilustrado por IIaria Trombi, será feita pela autora durante o Cartoomics 2011, que ocorrerá em Milão de 12 a 13 de março – um dos principais eventos na vida pessoal e na vida de cosplayer de Alessia Mainardi. As receitas obtidas com a venda do livro serão destinadas ao financiamento de pesquisas de doenças genéticas, principalmente a Ataxia de Friedreich.
Link do facebook para o grupo de apoio e esta iniciativa filantrópica
O cosplay é um fenômeno que consiste na interpretação de personagens de um filme, livro de estórias em quadrinho ou desenho animado, da indumentária à atitude. A palavra “cosplay”, que deriva da contração das palavras inglesas “costume” e “play”, indica os dois componentes do traje que os cosplayers combinam pessoalmente, com especial atenção aos detalhes das roupas, incluindo armas e acessórios e, em segundo lugar, à interpretação, que consiste na identificação com o personagem escolhido de todas as formas possíveis, ao ponto de imitar movimentos, gestos e personalidade.
A Ataxia de Friedreich (AF) é uma doença degenerativa progressiva do sistema nervoso, causada pela degeneração da medula e da função do cerebelo (o centro de controle do movimentos); isto leva à ataxia, ou perda da coordenação dos movimentos. O nome da doença vem do médico alemão Nicholas Friedreich, que a descreveu pela primeira vez em 1860.
Veja também livro Cosplay para caridade
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