Entrevista com Dr. Roberto Testi

Roberto Testi, Professor Titular da Cátedra de Imunologia Roberto Testi, Professor Titular da Cátedra de Imunologia


Tradução para BabelFAmily: Maria Célia Ramos Bellenzani


24 de abril de 2012

BabelFAmily: Dr. Testi, o senhor é um dos principais médicos pesquisadores de tratamentos para a cura da Ataxia de Friedreich. Como tal, gostaríamos de entrevistá-lo para atualizar nossos leitores e audiência mundiais a respeito dos seus progressos. Ainda que tarde, também gostaríamos de parabenizá-lo pelo vencimento do quarto concurso Advanced Grants 2011, do Conselho Europeu de Pesquisas, pela sua pesquisa sobre a Ataxia de Friedreich.
O senhor poderia falar um pouco do seu interesse pela AF e de como veio a se envolver na pesquisa dessa rara doença?

Dr. Testi: Há muitos anos o foco da minha pesquisa vem sendo a base molecular da transdução de sinais através de receptores e os programas de morte celular, incluindo a morte da mitocôndria. Em torno de 10 anos atrás, decidi me dedicar a uma doença específica que envolvesse a morte de mitocôndrias. Dentre as candidatas, a Ataxia de Friedreich me pareceu particularmente interessante por sua relativa simplicidade (defeito genético único e identificado), pelo apelo de uma proteína primordial e misteriosa (frataxina) e, principalmente, pela necessidade urgente de uma terapia. Assim, todos os esforços do meu grupo de pesquisa foram progressivamente direcionados para a pesquisa da AF.

BabelFAmily: Quantos projetos voltados para a AF o senhor vem desenvolvendo?

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Interferon-gama suprarregula a proteína frataxina e corrige os déficits funcionais em um modelo de ataxia de Friedreich

Prof. Roberto TestiProf. Roberto Testi

Tradução para BabelFAmily: Kátia Meira de Vasconcelos

Publicado em 23 de Março de 2012

Resumo

A ataxia de Friedreich (AF) é a ataxia hereditária mais comum, afetando cerca de 3 em cada 100.000 indivíduos em populações caucasianas. A doença é causada por expansões de uma repetição GAA intrônica que impedem a expressão do gene FXN, resultando em níveis anormais da proteína mitocondrial frataxina. Os neurônios sensoriais dos gânglios da raiz dorsal (DRG) são particularmente afetados pela deficiência de frataxina. Não existe nenhuma terapia específica para a AF. Aqui mostramos que os níveis de frataxina podem ser suprarregulados pelo Interferon-gama (IFNgamma) em diversos tipos de células, incluindo as células primárias derivadas de pacientes com AF. O interferon gama parece agir em grande parte através de um mecanismo transcricional no gene FXN. Uma observação importante é que o tratamento in vivo com interferon gama aumenta a expressão da frataxina nos neurônios DRG, impede suas alterações patológicas e melhora o desempenho sensorial e motor em ratos com FA. Estes resultados revelam novos papeis do interferon gama no metabolismo celular e têm implicações diretas no tratamento da AF.

Texto completo disponível no link

 

O Conselho Europeu de Pesquisa destina cerca de 1,5 milhões de euros para o projeto do Prof. Roberto Testi, voltado para o desenvolvimento de um tratamento para a ataxia de Friedreich

Roberto Testi, professor titular da cátedra de ImunologiaRoberto Testi, professor titular da cátedra de Imunologia

Tradução para BabelFAmily: Ana Pereira  e Maria Célia Ramos Bellenzani          

Por Pamela Pergolini

Quinta-feira, 16 fevereiro de 2012 - Na quarta edição da prestigiosa convocatória do concurso “Avanced Grant 2011”, o Conselho Europeu de Pesquisa (ERC, sigla em inglês) agraciou  294 pesquisadores seniores, com um orçamento total de 661 milhões de euros. Os prêmios correspondentes à Universidade Tor Vergata de Roma foram outorgados ao projeto "FAST – Investigação de Novas Abordagens Terapêuticas para a Ataxia de Friedreich ", do professor Roberto Testi, titular da cátedra de Imunologia, e ao projeto "SIXXI – Engenharia Estrutural do Século XX: a Contribuição Italiana", do professor Sergio Poretti, titular da cátedra de Arquitetura Técnica.
O Conselho Europeu de Pesquisa decidiu financiar com cerca de 1,5 milhões de euros o projeto "FAST”, que visa desenvolver uma terapia para a ataxia de Friedreich, confirmando a grande atenção dedicada pelo VII Programa-Quadro à pesquisa de doenças raras.

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Repligen inicia fase 1 do ensaio clínico do RG2833 em pacientes com Ataxia de Friedreich

Dr. Luca Durelli, Chefe do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário San Luigi Gonzaga, TurimDr. Luca Durelli, Chefe do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário San Luigi Gonzaga, Turim

Primeiro medicamento cujo alvo é o defeito genético responsável pela Ataxia de Friedreich

Fonte/leia mais: Repligen

Tradução para a BabelFAmily:  Marcia C. Viegas
 
15 de março de 2012 – Waltham, Massachusetts. – A Repligen Corporation (NASDAQ: RGEN) anunciou hoje a inscrição do primeiro paciente na Fase 1 do ensaio clínico do RG2833 em pacientes adultos com Ataxia de Friedreich (AF). A AF é uma doença neurodegenerativa causada por baixos níveis da proteína frataxina, que resulta em sintomas que costumam se apresnetar durante a infância, levando à perda progressiva da função muscular e nervosa e com frequência ocasionando a morte no início da vida adulta. O RG2833 é um inibidor da histona diacetilase (HDACi) de classe 1 biodisponível por via oral, criado especialmente para aumentar a produção da frataxina em pacientes com AF. Este estudo está sendo conduzido em Turim, na Itália e é o primeiro ensaio clínico com um medicamento que tem como alvo o defeito genético responsável pela AF.

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Um original projecto literário internacional, para financiar investigação sobre uma doença genética e terrível

 

O ENIGMÁTICO ROMANCE, QUE TEM LUGAR ENTRE O VELHO MUNDO E O NOVO MUNDO, É DA AUTORIA DE PESSOAS EXTRAORDINÁRIAS, QUE PADECEM DE ATAXIA DE FRIEDREICH

Autores com esta doença unem esforços, de maneira a comporem uma só história

 

Comunicado à imprensa - Para lançamento imediato

05/05/2011 – Escritores que padecem de uma doença terrível estão a juntar-se, para fazer nascer um livro de ficção, que vai estar disponível em livrarias e cujas vendas reverterão para o financiamento de investigação científica. Este original projecto literário com uma multiplicidade de vozes irá ser publicado como uma forma de luta contra a Ataxia de Friedreich, uma doença neurodegenerativa que afecta muitas pessoas em todo o mundo e para a qual ainda não há cura. Contudo, é uma doença na qual as companhias farmacêuticas não investem. Os recursos para financiar investigação são providenciados/recolhidos por pessoas que são afectadas pela doença, directa ou indirectamente, e que trabalham nisso voluntariamente. O ambicioso projecto foi iniciado por Maria Blasco, uma autora espanhola de 38 anos, que padece de Ataxia de Friedreich desde a infância. Alguns dos outros escritores, oriundos de todo o mundo, que se juntaram ao projecto, são: Fátima d’Oliveira (Portugal), Marguerite Black (África do Sul), Rebecca Stant (Austrália), Jamie Leigh Hansen (EUA), Mathias Coppa e Jean Dieusaert (França), Alessia Mainardi (Itália), Maria Piño Brumberg (Espanha), só para nomear alguns.

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BabelTravels

- Angariar fundos para a investigação biomédica para a Ataxia de Friedreich;
- Entrar em contacto com outras pessoas na comunidade ataxica ;
- Viagens para outros países .
Como é possível realizar todas as três ao mesmo tempo? BABELTRAVELS é a resposta. Clique aqui para saberes mais! 

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